“Novo” pede ao TSE cassação da chapa Lula-Alckmin por medidas adotadas em ano eleitoral

Partido alega abuso de poder político e solicita inelegibilidade por oito anos; levantamento da legenda aponta 35 iniciativas do governo em 2026.

O partido Novo apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) pedindo a cassação da chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), além da inelegibilidade de ambos por oito anos. Segundo reportagem da coluna de Neila Guimarães, do Metrópoles, a ação foi protocolada na segunda-feira (19).

A legenda acusa o governo federal de abuso de poder político pela adoção de medidas de benefício econômico e apelo popular durante o ano eleitoral. Conforme o levantamento apresentado pelo partido, foram identificadas 35 iniciativas entre 1º de janeiro e 16 de outubro de 2026, sendo 12 durante o período oficial de campanha.

De acordo com o Novo, o total equivale à soma das medidas contabilizadas pela sigla nos três anos anteriores: 17 em 2023, quatro em 2024 e 14 em 2025. O partido pede que a Justiça Eleitoral analise o conjunto das iniciativas, o momento de sua implementação e os possíveis efeitos sobre a disputa presidencial.

Entre os pontos questionados estão o reajuste e a antecipação dos pagamentos do Bolsa Família. Segundo o UOL, o governo justificou o aumento como uma recomposição pela inflação e afirmou que a antecipação buscava reduzir os impactos do fenômeno El Niño sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

As acusações são apresentadas pelo Novo e dependem de análise judicial. As reportagens consultadas não informam decisão do TSE acolhendo os pedidos de cassação e inelegibilidade.

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