
Empresário de 37 anos admitiu ter consumido bebida alcoólica antes da colisão que matou Lucas Orozimbo; decisão judicial impôs restrições à liberdade do investigado
O empresário de 37 anos preso em flagrante após um acidente que provocou a morte do vigilante Lucas Orozimbo da Silva, de 32 anos, em Londrina, no Norte do Paraná, foi colocado em liberdade nesta sexta-feira (30), após passar por audiência de custódia e pagar uma fiança de R$ 32.420.
A colisão aconteceu na madrugada de quinta-feira (29), no cruzamento da Rua Goiás com a Avenida Juscelino Kubitschek (JK), na região central da cidade.
Segundo a Polícia Civil, o motorista admitiu ter consumido bebidas alcoólicas horas antes do acidente. Ele também se recusou a realizar o teste do bafômetro.
O empresário foi autuado em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com circunstância relacionada à embriaguez.
Justiça determina restrições ao motorista
Apesar de ter sido colocado em liberdade, o empresário deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Entre as condições informadas estão o recolhimento e a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O motorista também está proibido de frequentar bares e casas noturnas e deverá permanecer em casa após as 20h, conforme a decisão relatada.
O pagamento da fiança não encerra a investigação nem representa absolvição. O caso continua sujeito à apuração policial e às decisões judiciais posteriores.

Câmeras registraram o acidente
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o carro atinge a motocicleta conduzida por Lucas Orozimbo.
Após a colisão, o automóvel arrastou a motocicleta e atingiu um poste.
A violência do impacto provocou a morte do vigilante ainda no local.
Equipes de socorro foram acionadas, mas não conseguiram salvar a vítima.
As imagens também são analisadas para esclarecer a dinâmica do acidente, incluindo a sinalização semafórica e a velocidade dos veículos.
Empresário admitiu ter consumido bebida alcoólica
Em depoimento à Polícia Civil, o empresário relatou que havia ingerido bebidas alcoólicas em um estabelecimento comercial horas antes da colisão.
Após o acidente, ele se recusou a realizar o teste do bafômetro.
Segundo os registros policiais divulgados pela imprensa, os agentes identificaram sinais de possível alteração da capacidade psicomotora e elaboraram um termo de constatação.
O documento, juntamente com os demais elementos reunidos, integra a investigação.
Velocidade do carro será analisada pela perícia
Durante o depoimento, o motorista afirmou que trafegava a aproximadamente 50 km/h no momento da colisão.
O delegado Roberto Fernandes de Lima, responsável pelo atendimento inicial da ocorrência, declarou que as imagens de segurança sugerem velocidade superior à relatada.
Entretanto, a confirmação dependerá da conclusão dos laudos periciais.
A Polícia Civil também deverá esclarecer as demais circunstâncias que contribuíram para o acidente.
Vigilante estava trabalhando quando morreu
Lucas Orozimbo exercia a profissão de vigilante e realizava rondas de segurança no momento da colisão.
A morte provocou comoção entre familiares, amigos e colegas de trabalho.
O irmão da vítima, Rafael, relatou à imprensa que chegou a assistir às imagens do acidente nas redes sociais antes de descobrir que o motociclista envolvido era Lucas.
A confirmação ocorreu posteriormente, quando recebeu uma ligação de um familiar.
O vigilante deixou um filho.
Família se despede de Lucas
O sepultamento de Lucas Orozimbo foi marcado para as 11h desta sexta-feira (30), no Cemitério Jardim da Saudade, em Londrina.
Familiares e amigos lamentaram a morte e pediram que as circunstâncias do acidente sejam esclarecidas.
A tragédia também reacendeu discussões sobre os riscos da combinação entre consumo de álcool e direção.
Defesa se manifesta
A defesa do empresário lamentou a morte de Lucas Orozimbo e prestou condolências aos familiares.
Os advogados informaram que eventuais manifestações sobre o caso serão apresentadas nos autos do processo.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil.
Fonte: Polícia Civil do Paraná; Portal Tarobá; Folha de Londrina; CBN Londrina; informações da decisão judicial relatadas pela imprensa.








