
Presidente nega ter solicitado ou recebido vantagens; coordenador do Prerrogativas contesta suposto financiamento
Segundo a Veja, em reportagem publicada em 9 de outubro de 2026, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirma ter destinado aproximadamente R$ 30 milhões em dinheiro vivo para despesas de um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele também relata pagamentos adicionais ao Instituto Lula.
De acordo com a revista, Vorcaro afirma que as negociações envolveram o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e estariam relacionadas ao interesse do Banco Master em captar recursos de fundos de pensão de estatais. As acusações não devem ser tratadas como fatos comprovados.

A Veja informa que os relatos integraram um anexo apresentado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que não teria dado prosseguimento por considerar insuficientes os elementos de comprovação. A defesa alegou possuir documentos e registros capazes de sustentar a narrativa, mas isso não equivale à confirmação dos pagamentos.
Procurado pela revista, Lula negou ter solicitado ou recebido qualquer vantagem financeira e afirmou que não autorizou terceiros a receber recursos de Vorcaro em seu nome.
O relato também foi contestado pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e aliado do presidente. Em reportagem da Folha de S.Paulo publicada em 8 de outubro de 2026, Carvalho afirmou que o documentário Lula, dirigido por Oliver Stone, não recebeu financiamento de Vorcaro. Ele anunciou que pediria à Polícia Federal uma investigação sobre informações de que o banqueiro teria sido incentivado a prestar um falso depoimento. Essa suspeita também depende de apuração.









