PF investiga possível fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos pela Argentina

Senador foi proibido de deixar o Brasil por determinação do STF; Polícia Federal consulta autoridades argentinas após informações sobre suposta viagem em avião particular

Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes determinou que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes à Polícia Federal e ficasse impedido de realizar viagens internacionais.

A decisão foi tomada no âmbito de uma investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal e envolve suspeitas de irregularidades financeiras.

O senador confirmou publicamente que havia sido intimado pela Polícia Federal ao deixar a residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

Flávio criticou a determinação judicial e afirmou que pretendia apresentar sua defesa.

Imprensa argentina divulgou suposta viagem

Segundo informações publicadas pelo portal argentino Infobae, Flávio Bolsonaro teria atravessado a fronteira na região de Foz do Iguaçu, no Paraná, em direção à cidade argentina de Puerto Iguazú.

De lá, o parlamentar supostamente embarcaria em uma aeronave particular com destino aos Estados Unidos.

A reportagem provocou a mobilização das autoridades brasileiras, que passaram a verificar registros migratórios e informações sobre voos internacionais.

Entretanto, as informações sobre a suposta viagem ainda não foram confirmadas pelas autoridades responsáveis.

Autoridades argentinas negam registro de entrada

De acordo com informações divulgadas pela imprensa brasileira, as verificações iniciais da Polícia Federal não identificaram registros de saída do senador pelos postos oficiais de migração.

Representantes do governo argentino também negaram ter identificado a entrada de Flávio Bolsonaro no país.

A ausência de registros oficiais, entretanto, não permite concluir definitivamente se houve ou não uma travessia por outra rota.

As autoridades continuam buscando informações para esclarecer o caso.

Aliados negam que senador tenha deixado o Brasil

O senador Rogério Marinho (PL-RN), aliado político de Flávio Bolsonaro e coordenador de sua campanha presidencial, negou que o parlamentar tenha deixado o território brasileiro.

A declaração contraria as informações divulgadas inicialmente pela imprensa argentina.

Diante das versões divergentes, a Polícia Federal mantém as verificações para determinar se houve alguma movimentação internacional envolvendo o senador.

Caso repercute após eleições presidenciais

A suspeita surgiu dois dias depois do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), quando Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O episódio também ocorre em meio às investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal.

Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação independente de que Flávio Bolsonaro tivesse atravessado a fronteira ou embarcado em um voo para os Estados Unidos.

O Duarte News acompanha os desdobramentos do caso.

Fontes: Agência Brasil, UOL, Metrópoles e informações divulgadas pela imprensa argentina

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