Procedimento cirúrgico teve desfecho atípico após família optar por rito de despedida para o membro; legislação brasileira autoriza a prática por motivos religiosos ou culturais

Um fato curioso mobilizou a atenção dos moradores de Maringá nesta semana. A perna amputada de um idoso de 73 anos foi sepultada no Cemitério Municipal da cidade, após o cumprimento de um rito de despedida realizado pela família.
O paciente, identificado como R. P., segue internado em recuperação e passa bem após a cirurgia.
O caso ganhou grande repercussão em aplicativos de mensagens após a circulação de uma nota de falecimento dedicada exclusivamente ao membro amputado, gerando surpresa e dúvidas no município.
📌 Como funciona o sepultamento de membros no Brasil?
- 🩺 Destino comum: Geralmente, partes do corpo retiradas em cirurgias são encaminhadas para a incineração hospitalar como lixo biológico.
- ⚖️ Direito do paciente: A legislação permite que o paciente ou a família solicitem o sepultamento por razões emocionais, culturais ou religiosas.
- 📜 Documentação: O hospital emite um termo de sepultamento do membro (e não certidão de óbito, visto que a pessoa está viva).
- 🚑 Regras de transporte: A retirada e o transporte do membro devem ser feitos exclusivamente por uma funerária, respeitando protocolos rígidos de biossegurança. É proibido o transporte por particulares.
Apesar de raro, o procedimento é 100% legal e assegura que os familiares sigam suas tradições e crenças com respeito e segurança sanitária.
(Com informações do blog Ângelo Rigon)









